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Segundo o Relatório de Pirataria Comercial de 2005 da indústria fonográfica, publicado pela IFPI – Federação Internacional da Indústria Fonográfica, um em cada três discos musicais vendidos no mundo é pirata, um mercado ilegal de música que alcança US$ 4,6 bilhões. Em 2004 foram vendidos 1,2 bilhões de discos fonográficos piratas – o que representa 34% de todos os discos vendidos no mundo. Esforços da indústria e dos governos no combate à pirataria também estão colhendo resultados. No último ano foram retirados de ação um número recorde de produção de produtos piratas, com a apreensão de equipamentos de gravação de CDs sendo o dobro de 2003. A pirataria musical aumentou 2% em 2004, representando o menor nível de crescimento em cinco anos, porém quase o dobro da quantidade de discos piratas registrados no ano 2000.
O valor do mercado pirata mundial se manteve em 4,6 bilhões de dólares em 2004 (enquanto em 2003 a cifra foi de 4,5 bilhões de dólares). A pirataria de CD-R que predomina na América Latina, no Sul da Europa e na Índia, aumentou 6% em 2004 e, pela primeira vez, as vendas de música pirata excederam o mercado legal em 31 países, entre eles: Chile, República Tcheca, Grécia, Índia e Turquia que antes não figuravam na lista.
Os dez países, para a IFPI, onde as campanhas anti-pirataria merecem tratamento prioritário (em ordem alfabética) são: Brasil, Espanha, China, Índia, Indonésia, México, Paquistão, Paraguai, Rússia e Ucrânia.
O relatório destaca também outros quarto países – Bulgária, Canadá, Coréia e Taiwan, onde a pirataria, tanto de unidades físicas como as violações cometidas através da Internet, constituem um foco especial para a indústria fonográfica internacional.
Os esforços da indústria na luta contra a pirataria, respaldados pelas tarefas forenses e pelo trabalho desenvolvido junto a agências como a Interpol, têm contribuído para a apreensão de linhas de fábricas de CD com capacidade de fornecimento de 380 milhões de discos, ou seja, a metade do mercado musical total dos Estados Unidos.
Também foram realizadas apreensões recordes de gravadores de CDs, que duplicaram em 2004, para 28.350 unidades.
O relatório registra ainda, levando-se em conta a importância da Internet para o negócio musical, que a luta contra a pirataria de formatos físicos constitui uma prioridade nunca vista antes na indústria fonográfica, cuja maior parte, são de discos produzidos em enormes quantidades tanto em laboratórios, que trabalham com máquinas duplicadoras de alta velocidade, quanto em fábricas de CDs tradicionais.
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Os dez países prioritários para a IFPI: |
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Brasil |
(com uma taxa de pirataria de 52% - dados de 2003) Apesar de uma recuperação parcial do mercado brasileiro em 2004, as vendas de unidades piratas superam as de vendas legítimas. Porém, num movimento muito encorajador, o novo Conselho Nacional de Combate à Pirataria – CNCP – do governo já iniciou a implementação de um detalhado plano anti-pirataria.
| 2004 - Mercado de Vendas Legais (em valor R$) |
R$ 706 milhões |
| 2004 - Mercado de Vendas Legais (unidades) |
66 milhões |
| 2003 - Mercado de Vendas Piratas (em valor R$) |
R$ 365 milhões |
| 2003 - Mercado de Vendas Piratas (unidades) |
73 milhões |
| 2003 - Nível de Pirataria (base pesquisa 2003) |
52% |
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Fonte:IFPI
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China |
(com uma taxa de pirataria de 85%) O maior mercado pirata do mundo, estimado em 411 milhões de dólares, presenciou um ligeiro decréscimo do nível de pirataria. Apesar disso, a falta de vontade política e a ausência de um bom trabalho de coordenação entre as agências do governo se traduzem em um avanço pouco substancial.
| Mercado de Vendas Legais (em valor US$) |
US$ 212 milhões |
| Mercado de Vendas Legais (unidades) |
124 milhões |
| Mercado de Vendas Piratas (em valor US$) |
US$ 411 milhões |
| Mercado de Vendas Piratas (unidades) |
460 milhões |
| Nível de Pirataria |
85% |
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Fonte:IFPI
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Espanha |
(com uma taxa de pirataria de 24%) Foi um dos países mais importantes em termos de mercado legítimo, que encolheu 1/3 nos últimos cinco anos. O governo intensificou as ações de aplicações das leis em 2004 e lançou uma proposta de programa completo de medidas para atacar o problema.
| Mercado de Vendas Legais (em valor US$) |
US$ 573 milhões |
| Mercado de Vendas Legais (unidades) |
50 milhões |
| Mercado de Vendas Piratas (em valor US$) |
US$ 77 milhões |
| Mercado de Vendas Piratas (unidades) |
16 milhões |
| Nível de Pirataria |
24% |
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Fonte:IFPI
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India |
(com uma taxa de pirataria de 56%) Tornou-se um dos países prioritários para a IFPI pela primeira vez devido ao agudo incremento da pirataria de CD-R e à disponibilidade on-line de arquivos mp3. A corrupção e a lentidão dos processos judiciais são um obstáculo para se processar os responsáveis pelas ações de pirataria no país.
| Mercado de Vendas Legais (em valor US$) |
US$ 153 milhões |
| Mercado de Vendas Legais (unidades) |
130 milhões |
| Mercado de Vendas Piratas (em valor US$) |
US$ 88 milhões |
| Mercado de Vendas Piratas (unidades) |
170 milhões |
| Nível de Pirataria |
56% |
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Fonte: IFPI
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Indonésia |
(com uma taxa de pirataria de 80%) Possui 15 fábricas de discos óticos, exportando produto pirata para outros mercados, incluindo a Austrália. A ação do governo nas fábricas tem sido fraca, e a venda ostensiva de música pirata nas áreas de varejo reflete a falta de compromisso para enfrentar o problema.
| Mercado de Vendas Legais (em valor US$) |
US$ 85 milhões |
| Mercado de Vendas Legais (unidades) |
40 milhões |
| Mercado de Vendas Piratas (em valor US$) |
US$ 91 milhões |
| Mercado de Vendas Piratas (unidades) |
159 milhões |
| Nível de Pirataria |
80% |
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Fonte:IFPI
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México |
(com uma taxa de pirataria de 60%) Situava-se, até pouco tempo atrás, entre os 10 maiores mercados do mundo, mas, foi devastado pela pirataria. A aplicação da lei no país melhorou em 2004. Uma iniciativa no estado de Guadalajara para converter as lojas piratas em pontos de venda legítimos teve efeito positivo. As mudanças legislativas conseguiram incriminar a pirataria.
| Mercado de Vendas Legais (em valor US$) |
US$ 360 milhões |
| Mercado de Vendas Legais (unidades) |
56 milhões |
| Mercado de Vendas Piratas (em valor US$) |
US$ 111 milhões |
| Mercado de Vendas Piratas (unidades) |
76 milhões |
| Nível de Pirataria |
60% |
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Fonte: IFPI
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Paquistão |
(com uma taxa de pirataria de 59%) O Paquistão é um dos maiores exportadores de discos piratas do mundo. Na alfândega houve melhorias na aplicação da lei, e uma série recente de ações atacou as fábricas produtoras de discos ilícitos. Porém, as ações precisam ser mais completas e mais sustentáveis.
| Mercado de Vendas Legais (em valor US$) |
US$ 24 milhões |
| Mercado de Vendas Legais (unidades) |
40 milhões |
| Mercado de Vendas Piratas (em valor US$) |
US$ 30 milhões |
| Mercado de Vendas Piratas (unidades) |
55 milhões |
| Nível de Pirataria |
59% |
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Fonte: IFPI
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Paraguai |
(com uma taxa de pirataria de 99%) O país é rota para discos virgens que alimentam os mercados piratas, principalmente no Brasil e na Argentina. Observaram-se certos avanços com o governo lançando uma unidade anti-pirataria especializada. Mas ainda é necessário fazer ações mais severas na alfândega e impor sanções mais pesadas contra o crime de falsificação.
| Mercado de Vendas Legais (em valor US$) |
US$ 2 milhões |
| Mercado de Vendas Legais (unidades) |
0,4 milhões |
| Mercado de Vendas Piratas (em valor US$) |
US$ 18 milhões |
| Mercado de Vendas Piratas (unidades) |
20 milhões |
| Nível de Pirataria |
99% |
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Fonte: IFPI
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Russia |
(com uma taxa de pirataria de 66%) É o segundo maior mercado pirata do mundo, com uma capacidade que em grande parte ultrapassou a demanda local. O departamento jurídico da IFPI conseguiu identificar em 27 países exportações de discos piratas fabricados na Rússia. O país precisa de uma ofensiva política, de uma aplicação de leis adequadas e de normas reguladoras para as fábricas e, também, de sanções dissuasivas.
| Mercado de Vendas Legais (em valor US$) |
US$ 491 milhões |
| Mercado de Vendas Legais (unidades) |
119 milhões |
| Mercado de Vendas Piratas (em valor US$) |
US$ 449 milhões |
| Mercado de Vendas Piratas (unidades) |
243 milhões |
| Nível de Pirataria |
66% |
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Fonte: IFPI
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Ucrânia |
(com uma taxa de pirataria de 68%) Três anos após os Estados Unidos impor sanções comerciais, e apesar dos sinais estimulantes advindos da nova administração Yushenko, o país mantém um nível elevado de pirataria. As normas sobre discos óticos e o código criminal deveriam ser reforçados.
| Mercado de Vendas Legais (em valor US$) |
US$ 42 milhões |
| Mercado de Vendas Legais (unidades) |
15 milhões |
| Mercado de Vendas Piratas (em valor US$) |
US$ 42 milhões |
| Mercado de Vendas Piratas (unidades) |
35 milhões |
| Nível de Pirataria |
68% |
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| Fonte: IFPI |
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